quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pontos - Novo Plano Diretor de Florianópolis

O arquiteto Dalmo Vieira Filho, Superintendente do Instituto de Planejamento Urbano deFlorianópolis – Ipuf, tem o desafio de montar o novo Plano Diretor da Capital, que reúne leis visando o planejamento da cidade para os próximos 20 anos.

Representantes de entidades empresariais e do comércio, de movimentos sociais e dos moradores dos bairros vem discutindo com a prefeitura propostas para elaboração do documento.

O resultado deste trabalho deverá ser entregue à Câmara de Vereadores em setembro.

Segundo o superintendente do Ipuf, o principal objetivo do Plano Diretor é dar qualidade a Florianópolis com base em três conceitos: equilíbrio social, meio ambiente e patrimônio.

Algumas alterações já constam do documento:

1 – Recuperação do Centro Histórico:

Permite que comerciantes do Centro de Florianópolis coloquem mesas nas ruas, em horário definido, para aumentar a permanência das pessoas no local. Cria um boulevard em que lojas ficam abertas até mais tarde, fomentando o retorno da população ao “coração” da cidade. Paralelamente, incentiva as pessoas a fixarem residência no centro, criando demandas por comércio e serviços.

2 – Transporte Marítimo:

Defende que São José, Palhoça e Biguaçu também incentivem concentrações de pessoas em bairros pré-determinados, já que não bastam balsas a preços acessíveis sem passageiros.

3 – Elevador:

Prevê a construção de um elevador ligando o ponto de ônibus para quem chega à Ilha pela Ponte Hercílio Luz com o centro da cidade. O elevador também serviria aos passageiros que desembarcariam das barcas em um píer. O equipamento permitira acesso ao Centro de Florianópolis e teria a metade da altura do Elevador Lacerda, de Salvador.

4 – Valorização da Ponte Hercílio Luz:

Trata das imediações da Ponte como um presente da natureza e paralelo somente ao entorno do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Os projetos planejam extrair o máximo proveito dos terrenos próximos às duas cabeceiras da Ponte, com extensas áreas verdes intercaladas por cafés, confeitarias e restaurantes.

5 – Transporte coletivo terrestre:

Inclui três corredores de ônibus na SC-401, outro ligando a Baía Sul, Beira-Mar e o contorno da UFSC e uma via rápida no continente. Veículos menores fariam o transporte em áreas como a Trindade.

6 – Altura do prédios:

Determina a preservação das características da Ilha, cercadas de montanhas, com a definição da altura dos prédios a serem construídos futuramente.

7 – Crescimento sustentável:

Cria áreas de centralidade, com maior número de moradores em locais que ofereçam mais serviços. Assim os deslocamentos se tornam menos frequentes. O caminho do crescimento no Norte é ao longo da SC-401. Mas ainda há bastante espaço a ocupar no final da rodovia onde hoje existe o Canto do Lamim. O Sul sofrerá uma mudança considerável com o novo acesso ao aeroporto, com construções na Tapera e no Campeche.

8 – Moradia popular:

Estipula condições para as novas construções, com reserva de áreas para moradias populares. A estratégia é que cada ponto de concentração urbana seja acompanhado deste tipo de imóvel, porque não é bom que trabalhadores precisem de grandes deslocamentos.

9 – Incentivo as bicicletas:

Fecha um circuito de ciclovias que liga a UFSC, a UDESC e o Centro de Florianópolis está na proposta do Plano Diretor. A intenção é que a bicicleta não seja somente lazer, mas meio de transporte. Também é estudada a oferta de bicicletas para aluguel, como em Paris. Nos fins de semana, um circuito do Cacupé ao Continente e faixas da Beira-Mar e de Coqueiros seriam fechadas aos domingos como ciclovias.

10 – Baía sul:

Leva o CentroSul e a Passarela Nego Quirido para o Saco dos Limões, substituindo-os por um grande parque; a rodoviária para São José, onde fica a Ceasa; e a estação de tratamento também deixa o Centro, dando lugar à área verde de frente para uma marina.  

O que vocês acharam das propostas? 

Comentem!

Floripa agradece!



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